domingo, 14 de setembro de 2025

Episódio 1x08


James corria. Corria sem olhar para trás, sem saber exatamente para onde. Os galhos arranhavam seus braços, o vento gelado cortava sua pele suada, e seus pés doíam como se estivessem em chamas. A mansão já mal podia ser vista à distância, engolida pela vegetação densa da floresta.


Seu corpo pedia por descanso. Suas pernas ameaçavam ceder. Mas ele não podia parar. Não agora.


Porque se parasse, o corpo cederia à mente.


E pensar era a última coisa que James queria fazer.


Ele correu como se pudesse deixar a dor para trás. Como se pudesse fugir da culpa que queimava dentro de si, latejando a cada passo. As árvores passavam como borrões, o pôr do sol tingia o céu com tons dourados e laranjas, belíssimo... mas insignificante diante do desespero de James.


Finalmente, seus joelhos cederam. Ele tombou no chão, arfando violentamente. As mãos cravadas na terra, os ombros sacudindo com cada soluço contido. Lágrimas caíam misturadas ao suor e à poeira.


Foi então que uma voz irrompeu o silêncio da floresta.


— Illyana: Que saco, eu não posso mais ter nem um minuto de paz nessa floresta.


A voz ecoou entre as árvores, irritada, como se ela tivesse tropeçado em algo incômodo. James ergueu os olhos, surpreso. Illyana surgiu de trás de uma árvore, com os braços cruzados e a expressão irritada estampada no rosto.


Ele não esperava vê-la ali. Ainda de joelhos, ficou paralisado, assistindo-a se aproximar lentamente.


— Illyana: O que está fazendo aqui? Não podia encontrar outro lugar pra chorar? Está assustando os espíritos.


A frieza nas palavras dela cortava como gelo. James suspirou, trêmulo.


— James: Eu... eu só precisava de tempo só...


Ele tentou se explicar, mas sua voz era um fiapo de dor e exaustão. As lágrimas continuavam a escorrer sem trégua.


Illyana arqueou uma sobrancelha, olhando para o estado deplorável em que ele estava.


— Illyana: O que você precisa mesmo é de um banho, olha todo esse sangue, não é seu né? Não, não é, quem foi que você matou em?


A pergunta veio crua, sem filtro, como se matar fosse algo corriqueiro. Mas para James, aquelas palavras foram como um soco no estômago.


Instantaneamente, a lembrança da Sala de Perigo invadiu sua mente — o sangue, os gritos, os olhares aterrorizados de seus amigos. As imagens que Danielle havia projetado para todos verem. Seu segredo revelado. Sua vergonha exposta.


James se encolheu, os ombros tremendo.


— James: Me deixa em paz, eu quero.... eu... quero ficar sozinho.


Mas Illyana nem sequer hesitou.


— Illyana: Problema seu. Se você quer privacidade, volte para o seu quarto e feche a porta. Eu cheguei aqui primeiro e não pretendo ir embora.


James levantou o olhar, furioso com a insensibilidade dela.


— James: Nossa garota, você não tem um pingo de empatia?


— Illyana: Não.


A resposta veio seca, monótona, como se sequer valesse o esforço.


— James: Eu não posso voltar para lá agora! Eu... eu não consigo enfrentar ninguém agora, não depois do que eu fiz.


Sua voz tremeu. As palavras o feriam só de serem ditas.


Illyana cruzou os braços, olhando para ele com ar de quem já ouviu demais.


— Illyana: Então, você vai passar a noite inteira chorando na floresta? Que corajoso.


James bufou, frustrado.


— James: Não é sobre ser corajoso. Eu simplesmente... eu não consigo encarar nenhum deles agora. Não depois de tudo o que eu fiz.


Ele baixou a cabeça de novo, se afundando no peso da vergonha. Illyana revirou os olhos e suspirou impaciente.


— Illyana: Você continua com essa ladainha de sempre, que saco. Muda o disco, vai ficar se lamentando para sempre? Isso é sobre aqueles garotos que você matou quando os seus poderes se manifestaram na primeira vez?


James travou. Se virou lentamente, com os olhos arregalados.


— James: Como... como você sabe disso?!


Sua voz saiu engasgada.


— Illyana: As vozes. As vozes me contaram.


— James: O que? Do que você está falando, que vozes?


— Illyana: É magia. Você não conseguiria entender nem se eu explicasse.


Ele ficou ali, completamente confuso, tentando acompanhar o raciocínio enigmático dela.


— James: Espera um minuto, desde quando você sabe sobre... tudo?


— Illyana: Desde a primeira vez que eu te vi. Quando você trombou comigo no corredor, me derrubando de cara no chão. Aliás, não pense que não vai ter troco.


Ela disse aquilo como se fosse algo cotidiano.


— James: Então você sabia de tudo esse tempo todo? E não achou importante me contar?!


Ele se levantou, indignado, enxugando as lágrimas com as costas das mãos.


— Illyana: Não sabia que era obrigada.


A frieza dela aumentava sua irritação.


— James: Como assim não é obrigada?! Você sabia meu segredo mais terrível e em nenhum momento pensou em falar comigo!


Ele gesticulava, a voz elevada em descrença.


— Illyana: Nossa, você é muito dramático, sabia? E do que iria adiantar você saber que eu sei? Não ia mudar nada, são só palavras. Eu levei você ao Limbo, te mostrei o inferno no qual eu cresci, os demônios, o terror, o desespero. Mostrei a você que existem monstros reais no mundo e que você não é um deles. Fiz mais por você do que costumo fazer com qualquer outra pessoa. Eu não me importei com o que você fez, e ainda não me importo. Não entendo porque você está tão irritado.


James encarou-a. Pela primeira vez, seus olhos realmente encontraram os dela. E naquele azul gélido... havia algo. Não era desprezo. Nem julgamento. Era um vazio sincero. Mas estranhamente... reconfortante.


— James: Desculpe, é que...


As palavras faltavam. A dor era grande demais.


— Illyana: O que aconteceu? Não que eu me importe, mas se falar sobre isso vai fazer você parar de chorar feito uma garotinha, pra mim tudo bem.


James soltou um suspiro cansado. Havia algo no sarcasmo dela que o fazia confiar. Um tipo estranho de apoio.


— James: É... é só que...


Ele hesitou, procurando as palavras.


— James: É só que todo mundo lá dentro sabe agora... o que eu fiz. Tudo que eu tentei manter em segredo... todo mundo sabe.


— Illyana: Isso é bom. Agora você está livre. Não precisa mais lidar com tudo sozinho. Pode finalmente seguir em frente.


Ele baixou o olhar. As palavras dela eram estranhamente verdadeiras.


— James: Você realmente acha que posso seguir em frente? Depois de tudo o que eu fiz?


— Illyana: Eu não acho porcaria nenhuma. Até porque não resolveria nada. É você que tem que achar.


James tentou explicar, desesperado.


— James: Illyana, você não entende. Foi horrível. Eles literalmente viram tudo o que aconteceu naquela noite. Danielle perdeu o controle de seus poderes e invadiu minha mente, projetando tudo o que eu fiz para todo mundo ver. Depois eu surtei e quase matei todos empalados com adagas de sangue que eu mesmo criei usando os meus poderes. Foi um caos. Você precisava ver o jeito que me olharam. Foi tão humilhante.


— Illyana: Mas que merda. Droga, não acredito que perdi toda a diversão.


James a encarou, revoltado.


— James: "Diversão"? Você não entende, Illyana. Foi horrível! Eles me encararam como se eu fosse algum tipo de monstro, como se eu fosse capaz de atacá-los a qualquer momento.


— Illyana: Foda-se. Deixem que pensem o que quiserem. Você é quem você é, e é só isso que importa. Além do mais, são todos um bando de hipócritas. Eles olharam feio para a Danielle também? Porque foi ela que invadiu a sua mente sem permissão. Se você é um monstro, ela também é.


James ficou em silêncio. Ela tinha razão.


Ele respirou fundo e tirou algo do bolso — lentes de contato. As colocou, disfarçando o vermelho demoníaco com um castanho comum.


— Illyana: Qual é o motivo disso?


— James: Hum, é... uns idiotas me chamaram de olhos de demônio, e de aberração, e... eu não quero mais ser chamado assim nunca mais.


— Illyana: Não entendo porque você ficou chateado de ser chamado de olhos de demônio. Eu veria como um elogio.


— James: É fácil para você dizer isso. — ele respondeu, irritado. — Não foi você sendo chamada de aberração.


— Illyana: Cara, eu já fui chamada de coisa muito pior e nem por isso mudei quem eu sou só pra agradar os outros. Você não é o que dizem de você. E se você não sabe, os olhos de um demônio — tirando todo o lado negativo, como ódio, crueldade e sede de sangue — também são sinônimos de força, poder, independência e orgulho. E na minha opinião, é somente isso que eu vejo quando olho para eles. Acho que já tá na hora de você começar a ver também.


James ficou em silêncio, digerindo. Lentamente, um leve sorriso se formou.


— James: Você tem um bom ponto.


— Illyana: Não pareça tão surpreso. Eu já te disse, novato. Eu sempre tenho razão.


— James: Sim, claro. Você sempre tem razão, não é? Na verdade, você é a própria Razão encarnada.


— Illyana: Isso mesmo. Agora escute a voz da razão e dê o fora daqui. Eu preciso retornar aos meus rituais e não quero ter você me atrapalhando.


— James: Tudo bem, tudo bem. Vou deixar você com seus rituais.


Ele se virou para sair, e antes de partir, disse com um leve sorriso:


— James: E hum, Illyana... obrigado. Você é uma boa amiga.


— Illyana: Nunca mais repita uma atrocidade dessas novamente ou te mando para o Limbo por tempo indeterminado.


Ela manteve a ameaça... mas com um sutil sorriso no canto dos lábios.


James se afastou, a floresta ficando para trás, e a mansão se aproximando novamente.


De volta à mansão, James subiu os corredores silenciosos com passos apressados e cautelosos. Aproveitou o fato de ser hora do almoço — com a maioria dos alunos no refeitório — para passar despercebido. Avançou pelos corredores até alcançar o dormitório, o coração acelerado e a mente fervilhando. Girou a maçaneta e entrou.


O quarto estava vazio. Nenhum sinal de Spike.


Aliviado, James foi direto ao banheiro. Fechou a porta atrás de si e se aproximou da pia, ligando a torneira. A água gelada escorreu por suas mãos antes de atingir o rosto. Ele se curvou, apoiando os braços na cerâmica fria e respirando fundo, tentando expulsar a pressão em seu peito.


Ergueu os olhos para o espelho.


A imagem refletida não era mais a de um monstro. Os olhos castanhos haviam substituído a vermelhidão demoníaca que tanto o assombrava. Mas ainda assim... a culpa permanecia. A vergonha, a dor, a sensação de estar quebrado.


As palavras de Illyana ecoavam em sua mente. Ele fechou os olhos e desligou a torneira, soltando um longo suspiro. Ainda apoiado na pia, enfrentou seu reflexo como quem encara um inimigo íntimo.


Quando saiu do banheiro, parou abruptamente.


Spike estava ali, parado no meio do quarto. O olhar misturava alívio e fúria — um vendaval prestes a explodir.


Spike: Porra James, onde diabos você estava, eu revirei a porra dessa escola inteira atrás de você.


Antes que James pudesse sequer abrir a boca, Spike avançou. Em três passos, o agarrou com força e o envolveu num abraço firme, intenso, como se estivesse tentando impedi-lo de desaparecer novamente.


James ficou estático, os olhos arregalados. O gesto o desarmou por completo. Não esperava aquilo. Sentia-se envolvido não só pelos braços tatuados de Spike, mas por algo mais profundo — medo e alívio entrelaçados.


Hesitante, James acabou retribuindo o abraço. Lentamente, apoiou a cabeça no ombro do outro.


Mas como um raio, Spike se afastou. Deu um empurrão leve no ombro de James e voltou à sua pose arrogante.


Spike: Mas que merda, cara. O que você estava pensando, fugindo daquele jeito? Você é idiota?


James franziu o cenho, surpreso com a mudança repentina de comportamento. Era o típico Spike — instável, explosivo, impossível de prever. Ele revirou os olhos com um suspiro.


James: Eu precisava de um tempo sozinho.


Spike: Porra, cara, tá todo mundo preocupado procurando por você. Scott até achou que você tivesse fugido da escola. Não iria te matar avisar que estava bem.


James: Você já parou pra pensar que talvez eu não quisesse ser encontrado? Talvez eu devesse ter fugido mesmo. Todos me odeiam — e com razão. Depois da cena que eu fiz na sala de perigo, Xavier deveria me expulsar, isso sim.


Spike bufou, visivelmente irritado com o tom derrotista.


Spike: Ah, por favor, você e sua auto-piedade, sempre se culpando por tudo. É patético. Você não acha que tá exagerando um pouco?


James: Exagerando? (disse exaltado, aumentando o tom de voz) Exagerando... Porra, vá a merda, Spike! Você me viu matando aqueles caras a sangue frio, viu toda a brutalidade que eu cometi. Todos vocês viram o meu segredo mais íntimo, minha maior vergonha sendo totalmente exposta através dos poderes de Danielle. O que eu deveria fazer? Fazer uma rodinha com todo mundo e dar as mãos?


Spike não se abalou. Manteve-se firme, encarando James com olhar decidido.


Spike: Sim, eu vi o que você fez com aqueles caras. Mas também vi o que eles fizeram com você. Aqueles malditos te espancaram, te humilharam, e continuaram a bater mesmo depois de você ter perdido a consciência. Você apenas se defendeu. Ao contrário daqueles idiotas, que fizeram tudo aquilo com você por puro ódio e intolerância. Eles são os verdadeiros monstros aqui, James. Não você.


As palavras atingiram James como lâminas afiadas. Sua respiração falhou, o peito apertado. Ele engoliu seco.


James: Spike, não tente defender as minhas ações. Nada justifica o que eu fiz. E nada que você fale ou faça vai mudar isso. Eles me bateram, isso é verdade, mas eu fiz pior. Eu tirei a vida deles.


Ele gritou, a voz quebrando com a dor contida.


Spike: Eles só não te mataram porque seus poderes se manifestaram naquela hora, seu estúpido idiota do caralho! (disse berrando mais alto que James) Você ia morrer, James! Eles iam te matar, deu pra ver nos olhos deles. Seu poder te salvou! Aqueles malditos tiveram o que mereceram. Além do mais, você não tinha o controle da situação, estava em estado de transe. Não poderia impedir o que aconteceu. Mas hoje... hoje você conseguiu. Hoje você parou, controlou suas emoções e seus poderes. Desfez aquelas adagas antes que elas atacassem seus amigos. Eu não me importo com o que você fez no passado. Me importo com o que você fez hoje. Esse é quem você é, James.


James recuou um passo. Estava em choque. As palavras de Spike ecoaram como verdades que ele resistia em aceitar.


James: Eu... eu não queria machucá-los daquele jeito. Eu não queria matá-los. Eu nunca quis nada disso pra minha vida, pra mim mesmo...


Seus olhos se encheram de lágrimas, a dor se revelando sem filtros.


Spike deu um passo à frente. Seu rosto suavizou. A raiva deu lugar à empatia. Ele pousou a mão no ombro de James, firme, presente.


Spike: Eu sei que você não queria. Você não é mal, James. Toda aquela crueldade foi resultado de anos de abuso e violência que você sofreu e que você guardou dentro de você todo esse tempo. Seus poderes só abriram essa porta. Aqueles caras só receberam o que eles mesmos plantaram em você.


James: Por quê... Spike... por que você está fazendo isso? (disse, sem conseguir conter as lágrimas, agora caindo como correnteza) Por que você continua defendendo o que eu fiz...? Spike... eu não entendo... eu... Por que você não tem medo de mim? Você só pode estar brincando comigo... Não é possível que você esteja falando sério...


Os olhos de Spike suavizaram ainda mais. Ele ergueu as mãos e as pousou no rosto de James, forçando-o a encará-lo.


Spike: Por que eu teria medo de você, idiota? Você é mesmo mais lerdo do que eu pensava se ainda não conseguiu entender. Não tem nada que você diga ou faça que vai me fazer temer ou me afastar de você, James. Isso é uma promessa.


O polegar de Spike limpou uma lágrima que escorria pela bochecha de James. Havia uma sinceridade tão crua em sua voz que desmontava qualquer defesa que James ainda guardasse.


O coração de James batia descompassado. Ele procurou nos olhos de Spike qualquer sinal de deboche, mas só encontrou afeto. Sem dizer nada, o abraçou de volta, com força, como se fosse seu último refúgio.


Spike, pego de surpresa, rapidamente o envolveu com os braços. Apertou-o contra o peito, protetor. Sem dizer nada, pousou o queixo sobre a cabeça de James, acariciando suas costas em movimentos circulares e reconfortantes.


James fechou os olhos. Chorava em silêncio, a cabeça encostada no peito do outro, permitindo-se, pela primeira vez, confiar.


Eles ficaram assim por longos segundos. Minutos. Talvez uma eternidade.


Então, James ergueu sutilmente o rosto. Seus olhos encontraram os de Spike. A respiração de ambos estava ofegante.


As mãos de Spike deslizaram inconscientemente pela cintura de James. A tensão no ar era quase insuportável. O tempo desacelerou. Os olhares presos, os corações batendo em sincronia.


Spike encarava os lábios de James. A vontade de encurtar a distância entre eles era gritante. Os corpos estremeciam de expectativa.


Mas então...


Toc toc.


O som da porta os fez saltar, como se tivessem sido flagrados. Se afastaram abruptamente, o encanto quebrado.


Scott (do outro lado): Spike? Você está aí? É o Scott. Eu só queria saber se você conseguiu encontrar o James.


Spike soltou um suspiro, os olhos ainda fixos em James, a frustração evidente.


Spike: Sim, eu estou aqui, e acabei de encontrar o James. Ele está aqui. Podemos conversar por aqui ou precisa que eu abra a porta?


Scott: Se ele está aí com você, eu gostaria de ter uma conversa com ele cara a cara.


Spike revirou os olhos.


Spike: Tem certeza que precisa conversar com ele agora?


Scott (impaciente): O que está acontecendo aí? Abra logo essa porta, Spike. Eu não vou pedir de novo.


Spike girou a maçaneta com força, abrindo a porta com um rangido abrupto. Do outro lado, a figura imponente de Scott Summers estava parada, envolta por uma aura de autoridade inquestionável. Seu rosto mantinha a expressão austera de sempre, e os óculos rubros espelhavam a tensão no ar.


Scott percorreu o ambiente com o olhar, avaliando em silêncio a cena diante dele: James claramente abalado, com os ombros curvados e o rosto marcado pela exaustão emocional. Spike, ao seu lado, carregava no rosto a frustração típica de quem havia sido interrompido na hora errada.


O silêncio se estendeu apenas por um instante.


Scott: Então, James... — disse ele, com um olhar sério — você tem muito a explicar.


James engoliu em seco, ciente de que não poderia escapar do peso daquela conversa. Seus olhos caíram no chão, como se já antecipassem a culpa que viria.


Scott: Spike, você poderia nos dar licença um instante? Gostaria de falar a sós com James.


Spike franziu o cenho, o desagrado visível em cada músculo do rosto. Mesmo assim, sem discutir, deu meia-volta e saiu do quarto com passos pesados, fechando a porta atrás de si com um estalo seco.


James sentou-se na beirada da cama. A textura do colchão parecia mais áspera que o normal. Scott puxou uma cadeira e se posicionou à sua frente. Os olhos de James se fixaram nos óculos escuros do líder dos X-Men, como se tentassem decifrar o que estava por vir.


Scott: James, primeiro de tudo, eu gostaria de saber como você está. Estávamos muito preocupados com você. Você não deveria ter fugido daquele jeito da sala de perigo.


James abaixou a cabeça, como se o próprio corpo se curvasse diante da culpa.


James: Desculpe, eu sinto muito por ter saído daquela forma. É que eu estava com medo... e muito envergonhado pelo que eu tinha feito. Eu precisava de um tempo pra pensar em tudo. Eu não queria que ninguém me encontrasse.


Scott assentiu, compreendendo o estado emocional do garoto.


Scott: Eu entendo que você estivesse com medo e precisasse de tempo para processar o que aconteceu.


— disse ele com a voz suavizada pela empatia.


Scott: Mas você precisa entender que fugir daquele jeito foi muito perigoso. Seus poderes estavam fora de controle, você poderia se machucar ou machucar alguém. Nós estamos aqui para ajudá-lo, James... porém, você precisa deixar.


James soltou um suspiro profundo, apoiando os cotovelos nos joelhos e enterrando o rosto nas mãos. Sabia que Scott estava certo.


James: Eu sei que não devia ter fugido. Foi perigoso, eu entendo isso agora. E eu quero ajuda... — murmurou — Só não sei se sou merecedor dela.


Scott o observou com mais calma.


Scott: E por que não seria? Escute, James... o que aconteceu na sala de perigo não foi um caso isolado. Muitas pessoas já perderam o controle de seus poderes enquanto treinavam. Inclusive eu. Eu literalmente explodi a cabine de comando com minhas rajadas ópticas quando era novato. É completamente normal. O importante é que você conseguiu se controlar a tempo. É para isso que você está aqui — controlar suas habilidades mutantes para saber usá-las com segurança e responsabilidade.


James levantou os olhos, o semblante ainda carregado.


James: Hum... eu não sei se vou conseguir encarar os outros depois... você sabe... Não era pra vocês terem visto aquilo. A Danielle não tinha o direito de me expor daquela forma.


As mãos de James se fecharam em punhos, sua voz carregada de ressentimento pela primeira vez.


Scott franziu o cenho, atento.


Scott: Olha, James... eu entendo como se sente. Conversei com a Danielle mais cedo, e ela se sente muito mal pelo que aconteceu. Ela não fez de propósito. Não queria entrar na sua mente e expor seus pensamentos pra turma. Assim como você não queria nos ameaçar com aquelas adagas de sangue. Ambos perderam o controle de suas habilidades. Tanto você quanto Danielle precisam ter mais domínio sobre suas emoções. E eu sei que com bastante empenho e dedicação vão conseguir o controle que tanto precisam. E nós, os X-Men, estamos aqui para ajudá-los nisso.


As palavras, ainda que reconfortantes, pareciam atravessar um véu de dor em James. Mas ele respirou fundo, sentindo a tensão começar a ceder.


James: Eu sei que a Danielle não quis entrar na minha mente — murmurou — Mas ainda assim é difícil não ficar bravo com ela por ter mostrado tudo para todos.


Houve uma pausa. O silêncio entre eles foi preenchido por um suspiro profundo de James.


Scott levantou-se da cadeira e se sentou ao lado do garoto, pousando a mão no ombro dele, firme e gentil.


Scott: Eu entendo como você se sente.


— disse em tom suave.


Scott: Mas precisa entender que o que aconteceu na sala de perigo é um reflexo das emoções que você estava sentindo na hora, e não algo que você tenha planejado. Ou que represente quem você é de verdade.


James assentiu com a cabeça, mais calmo. Seus músculos pareciam menos tensos.


Scott: Hum... James, me desculpe se eu não reagi como devia lá na hora. Aquela cena... meio que me chocou um pouco. Eu deveria ter agido diferente.


James: Não se preocupe. Eu entendo. Ninguém reagiria de outra forma ao ver todo aquele sangue e tripas bem na sua frente.


Scott deixou escapar um meio sorriso.


Scott: Spike reagiu. Ele não se importou com nada daquilo. Ele não teve medo de você. Por incrível que pareça, ele se saiu melhor que eu mediante a situação.


James: Spike é completamente maluco da cabeça.


Disse, rindo de canto. Um riso breve, mas sincero.


Scott também riu. O clima começou a mudar.


Scott: É verdade. Ele é um caso à parte.


— concordou, ainda sorrindo.


Scott: Mas você também precisa admitir que ele foi muito útil pra acalmá-lo lá na hora.


James assentiu, reconhecendo a importância de Spike naquele momento.


James: Eu sei. Você tem razão — murmurou — Mas ele também foi irritante a maior parte do tempo.


Scott olhou o relógio em seu pulso e franziu o cenho.


Scott: Nossa, já está bem tarde.


— disse, analisando o estado de James.


Scott: Suponho que você queira tomar um banho.


— acrescentou, encarando as roupas sujas de sangue.


Scott: Vou deixar você descansar. Dormir um pouco vai te fazer muito bem.


Dirigiu-se até a porta, mas antes de sair, James o chamou.


James: Obrigado por tudo, Sr. Summers.


— disse, com um sorriso pequeno, cansado.


James: Vou tomar um banho e tentar descansar um pouco.


Scott acenou com a cabeça e saiu, fechando a porta atrás de si. Do lado de fora, Spike quase pulou em cima dele, os olhos arregalados de expectativa.


Spike: Então... e aí? O que aconteceu com o James?


A ansiedade era impossível de disfarçar.


Scott suspirou, cruzando os braços antes de responder.


Scott: James está bem, pelo menos fisicamente. Mas claramente está lidando com muito peso emocional. Está se culpando pelo que aconteceu. Ele vai precisar de um amigo pra ajudá-lo a passar por isso. Posso contar com você?


Spike assentiu sem hesitar. Sua expressão ficou séria.


Spike: Pode contar comigo.


— garantiu.


Spike: Vou fazer o possível pra ajudar o James a se recuperar disso tudo. Mas não se acostume com isso, Summers. Vou abrir uma exceção desta vez porque o cara é meu colega de quarto. Eu ainda continuo sendo o baderneiro da escola. Nada mudou. Eu não faço favores aos professores, eu dou dor de cabeça a eles.


O tom era o mesmo de sempre: sarcástico, arrogante, cheio de orgulho.


Scott revirou os olhos, como quem já conhecia aquele discurso decorado.


Scott: Sim, sei muito bem da sua posição aqui na escola.


— respondeu, num tom igualmente sarcástico.


Scott: Mas pelo menos nessa situação você está usando esse ar de rebelde pra ajudar alguém.


Com isso, seguiu pelo corredor até desaparecer. Spike, então, entrou no quarto — ansioso para rever James.


Mas o som da água correndo no banheiro foi tudo que ouviu.


James já estava no chuveiro, deixando a água quente escorrer sobre o corpo, como se pudesse lavar a dor impregnada na pele e no espírito.


Spike olhou para si mesmo e notou que suas próprias roupas também estavam sujas de sangue seco. Franziu o nariz, decidido a ser o próximo a entrar no banho.


Mais tarde naquela manhã...


James acordou com os primeiros raios de sol filtrando pelas cortinas. Decidiu que não iria tomar café. Não estava pronto para enfrentar os olhares — de pena, de medo, ou de julgamento. Tinha certeza de que todos já sabiam o que aconteceu na sala de perigo.


Com o quarto vazio, aproveitou o silêncio.


Quando finalmente saiu, atravessou o corredor de cabeça baixa, os olhos grudados no celular, tentando se preparar mentalmente para o que o aguardava naquele dia.


E com cada passo, carregava o peso de seus erros — e a esperança silenciosa de que ainda poderia encontrar redenção.


James desce os degraus do antigo casarão com passos hesitantes. O som de seus tênis contra o mármore ecoa como uma batida desconfortável em meio ao silêncio que se instala.


Acima, os olhos de vários alunos o acompanham — como câmeras de julgamento invisíveis. Sussurros surgem como serpentes no ar, se arrastando por trás de sorrisos contidos e dedos apontando. James finge não ver. Finge não ouvir. Seus olhos permanecem grudados na tela do celular, tentando parecer alheio a tudo.


Seu coração martela no peito.


INT. SALA DE INFORMÁTICA – MOMENTOS DEPOIS


Assim que James atravessa a porta, o silêncio o golpeia com força. Todos os rostos se voltam para ele em uníssono. A energia no ambiente muda drasticamente — como se um fantasma tivesse acabado de entrar.


James respira fundo. Tenta manter a calma e procura um lugar para se sentar. Nota o assento ao lado de Roberto livre. Seus passos ganham direção... até que vê Roberto, já atento à sua aproximação, puxar a mochila e jogá-la friamente sobre a cadeira vazia.


O gesto é seco. Hostil.


James hesita por um segundo, ferido, mas logo desvia. Seu olhar vasculha a sala até encontrar a última fileira, onde uma única vaga ao lado de Illyana Rasputin o aguarda. Ninguém nunca sentava perto dela — e agora ele entendia o porquê.


Com passos contidos, James ocupa o lugar ao lado da loira intimidadora. Illyana lança um breve olhar em sua direção e volta a digitar, indiferente.


Enquanto isso, os sussurros de Roberto e seus amigos preenchem a sala como um zumbido venenoso. James os ouve. Risadas abafadas. Frases interrompidas.


Kitty Pryde entra carregando sua mochila com naturalidade. Seu sorriso gentil não detecta de imediato o clima tenso.


Kitty:

Bom dia, turma.


Ela larga os materiais sobre a mesa e encara a classe.


Kitty:

Amanhã todos deverão entregar seu relatório final. Eu espero que todos estejam em dia com as pesquisas.


O estômago de James afunda. As palavras de Kitty o atingem como uma avalanche. Ele havia se esquecido completamente do relatório.


Enquanto os colegas tiram seus arquivos das mochilas, James tenta parecer calmo. Liga o computador às pressas e começa a digitar como um condenado. Mas é inútil — ele sabia que não terminaria a tempo.


Kitty caminha pelas fileiras, espiando as telas com atenção. Ao se aproximar de James, franze as sobrancelhas.


Kitty:

James, tudo bem com você?


A voz dela carrega preocupação genuína. James morde o lábio. Uma guerra silenciosa explode dentro de si.


James:

Sim, está tudo bem comigo, senhorita Pride.


O tom monótono e vazio denuncia a mentira. Kitty cruza os braços, desconfiada.


Kitty:

Você tem certeza? Você não parece muito bem.


Antes que James pudesse responder, Julian Keller irrompe na conversa, alto e debochado.


Julian:

Com licença, senhorita Pryde... Acho que ao invés da senhorita se preocupar com esse esquisito, deveria mesmo era se preocupar com as pessoas que esse maluco atacou ontem na sala de perigo.


A sala se volta novamente. Um burburinho nervoso se espalha. Alguns assentem com a cabeça.


Kitty (séria):

Julian, não fale assim do James.


Julian (rindo):

O quê? Não estou mentindo. O cara quase decapitou duas pessoas ontem à noite. Ele é um pirado.


Mais murmúrios. James tenta se conter. Seus olhos se fixam no monitor. As palavras de Julian, no entanto, o perfuram como agulhas.


Kitty:

Julian, isso é mentira. James não tem culpa do que aconteceu na sala de perigo.


Julian:

Mas e dos cinco caras que ele matou brutalmente antes de vir parar no Instituto? Ele tem culpa?


A sala mergulha num silêncio mortal.


Julian (provocando):

Dizem que ele explodiu dois deles de dentro pra fora sem nem usar as mãos.


A gota final.


James se levanta. Seus olhos ardem com um brilho sombrio.


James:

É verdade.

Eu matei aqueles homens.


O choque é geral. Até Kitty arregala os olhos.


Julian (triunfante, se levantando):

Vocês ouviram? Ele acabou de confessar! Ele deveria estar na cadeia, não aqui como um aluno normal! Ele é perigoso!


Spike (gritando):

Cala a porra da sua boca imunda, Julian, se não eu vou calar!


Spike joga a cadeira para o lado com brutalidade e caminha até Julian, inflamado de raiva.


Julian (desafiando):

E você precisa aprender qual é seu lugar, seu filho da puta arrogante!


Spike (rígido):

O meu lugar é ao lado de James.

E se você quiser descobrir onde é o seu, eu vou ter o prazer de te mostrar, seu bosta.


O clima explode. Os alunos prendem a respiração, esperando o primeiro golpe.


Kitty (desesperada):

OK, calma! Não vamos transformar essa discussão em violência!


Ninguém escuta.


Julian (insinuando):

Humm... Acho que estou começando a entender o que está rolando aqui. Você tá comendo ele, não tá, Spike?


James congela.


Julian (provocando):

Você se superou, cara. Tá dormindo com um assassino.


PAF!

Spike atinge Julian com um soco direto na boca. O corpo de Julian voa sobre uma mesa, que se parte ao meio com o impacto.


Gritos ecoam. Cadeiras se arrastam. Alguns alunos se escondem.


Julian (erguendo-se com sangue no canto da boca):

Você bate como um Homo sapiens... Deixa eu te mostrar como um mutante de verdade faz.


Julian ativa seus poderes. Uma onda telecinética destrutiva varre a sala, arremessando Spike contra a parede com força brutal. A parede racha. Computadores explodem. Janelas se quebram. Um verdadeiro caos.


Roberto protege Jubileu, ativando seu modo de energia solar para interceptar uma mesa voadora. James se agacha, protegendo a cabeça.


A Cadeira voadora atravessa Kitty — mas ela passa ilesa, em fase.


Ela avança determinada e, ao se aproximar de Julian, o golpeia com um soco certeiro no peito.


Kitty (furiosa):

Já chega dessa porra!


Julian desaba. Seus poderes cessam.


Spike geme, ainda no chão. James corre até ele e se ajoelha ao seu lado.


James:

Spike, você está bem?


Spike (ofegante):

E-eu estou bem... Apenas um pouco tonto.


James (tentando animar):

Mas você já é naturalmente tonto... então quer dizer que está tudo bem.


Spike ri fraco.


Spike:

Cala a boca, idiota,Pelo menos eu não tenho a mesma personalidade que uma batata.


James revira os olhos com um sorriso. Mas o olhar de Spike se volta para Julian com raiva.


Spike:

Eu vou matar aquele garoto.


James:

Você não vai precisar. Acho que a Kitty já fez isso por você.

Eu não tinha ideia que ela sabia lutar Kung Fu.


Spike:

Ela é uma X-Men. O que esperava?


SCOTT ENTRA NA SALA


Scott (chocado):

Mas que diabos aconteceu aqui?


Kitty se vira, tentando conter o estrago.


Kitty:

Um pequeno desentendimento entre Julian e Spike se transformou em uma bagunça...


Spike (furioso):

Um pequeno desentendimento é o caralho! Julian acusou James de ser assassino, humilhou ele na frente de todo mundo, exigiu que fosse expulso! E como nenhum desses idiotas que diziam ser amigos de James fez nada (encarando Roberto), eu resolvi com minhas próprias mãos.


Scott franze a testa.


Scott:

Esse tipo de atitude não é aceitável, Spike.

Você não pode resolver as coisas com violência.


Kitty:

Mas desta vez, grande parte da violência foi causada por Julian. Ele perdeu o controle.


Scott (suspirando):

Eu sei. Mas Spike também errou.


Danielle (fria, direta):

E quanto ao bullying? Até onde sei, também é violência. E foi Julian quem começou.


Scott vira-se para ela, incomodado.


Scott:

Não estou negando o bullying de Julian...


Danielle (interrompendo):

Mas está tratando Spike como o único culpado.


James e Spike observam, boquiabertos. Scott parece perder o chão.


Scott (defensivo):

Não estou favorecendo ninguém...


Kitty (intervindo):

Os dois estão errados. Julian e Spike serão punidos.

Agora, por favor, Scott, me ajude a levá-lo para a enfermaria.

Turma, dispensada.


Spike é escoltado por Wolverine para a sala do Professor Xavier.


James, agora sozinho, caminha em silêncio na direção do refeitório. O peso do julgamento ainda está ali, mas ele não está mais sozinho.


REFEITÓRIO – INSTITUTO XAVIER – TARDE


O refeitório está abarrotado de alunos. O som ambiente é um emaranhado de vozes e talheres batendo nas bandejas. O clima é tenso, vibrando com rumores e olhares furtivos.


James entra.


Seus olhos percorrem o ambiente procurando por qualquer canto vazio, mas sua mente ecoa os cochichos e risos abafados. Ele só quer comer em paz.


Ao dar o primeiro passo em direção a uma mesa isolada, o barulho morre abruptamente.


James para.


Todos os alunos estão vidrados em seus celulares, as telas iluminando rostos pálidos e expressões chocadas. Olhares de medo, repulsa e surpresa se espalham como uma praga invisível.


Um segundo depois, todos viram os olhos para James.


Ele sente como se o mundo parasse. A respiração trava. O coração acelera. Confuso, ele saca o próprio celular e vê.


O vídeo.


A gravação da sala de perigo. A violência. A fúria. A verdade exposta.


James paralisa, encarando a tela com o rosto drenado de cor.


JAMES (murmura, em pânico):

Oh não... oh não...


De repente, sua bandeja cai no chão com força — de propósito — espalhando comida pelo piso. Antes que qualquer risada ou comentário possa ser ouvido, James corre desesperadamente em direção à saída.


As vozes o seguem como dardos.


ALGUÉM (gritando):

Olha, ele está fugindo!


OUTRA VOZ:

É claro que ele está fugindo, olha o que ele fez com aqueles garotos!


James sai correndo, ignorando os olhares, as palavras, os julgamentos — até desaparecer pela porta.


Roberto observa tudo em silêncio. Seu olhar passa por cima dos alunos até encontrar Jubileu, concentrada no próprio telefone.


Com um movimento brusco, ele arranca o aparelho das mãos dela.


JUBILEU (furiosa):

Ei, o que pensa que está fazendo, seu idiota?


Ela recupera o celular num movimento rápido.


ROBERTO (encarando):

Foi você, não foi?


A mesa silencia. Sam e Danielle voltam a atenção para eles, atentos.


JUBILEU:

O quê? Eu não faço a menor ideia do que você está falando.


ROBERTO (frio):

Você sabe exatamente do que eu tô falando. Confessa, Jubileu. Foi você que compartilhou o vídeo.


Jubileu hesita. Seus olhos tremem. A fachada vacila. O silêncio se prolonga.


JUBILEU (tentando manter firmeza):

Eu não compartilhei porcaria nenhuma.


Mas a voz falha.


ROBERTO (acusa):

Para de ser sonsa. Não tinha mais ninguém lá além da gente, sua idiota. Danielle estava paralisada. Spike... bom, ele provou que gosta mesmo do James. Ele não faria isso. Eu sei que não fui. Sam é o Sam...

Sobra você.

A única que entrou com celular na sala de perigo. Eu vi você esconder no sutiã minutos antes de entrar.


ROBERTO (olhos fixos):

Acabou a farsa, Jubi. Você foi pega.


Jubileu empalidece.


JUBILEU (gaguejando):

Eu... eu...


JUBILEU (baixo, vencida):

N-ninguém pode saber.


ROBERTO (duro):

Mas por quê?


SAM:

Por que você faria isso?


Danielle continua em silêncio, apenas observando com frieza.


JUBILEU (culpada, confusa):

Eu... não sei.


JUBILEU (tímida):

Eu achei que ninguém ia se importar. Eu só queria alguns likes no Instagram.


SAM (reprovando):

Você não pensou em como James se sentiria?

Você não pensou sequer um minuto no que você estava fazendo?


ROBERTO (furioso):

Você é inacreditável.

Porra, Jubileu.

Por causa de likes?


A tensão na voz de Roberto cresce com cada palavra.


ROBERTO (revoltado):

Que porra você tem na cabeça? Você viu o que ele tá passando! Você viu com os próprios olhos!

Até a bruxa da Rasputin, que foi criada por demônios, mostrou mais empatia que você.

Se o James tirar a própria vida por conta desse vídeo... a culpa vai ser sua.


Jubileu abaixa a cabeça, envergonhada. Silenciosa. Sem desculpas.


DANIELLE (fria):

Você realmente não pensou nas consequências, Jubileu.


ROBERTO (levantando-se):

Eu vou dar o fora daqui.

Se eu ficar olhando mais pra tua cara, vou vomitar.


Ele sai. Sam e Danielle o seguem com um olhar.


SAM:

Eu vou procurar o James. Tentar ajudá-lo.


DANIELLE:

Eu vou com você.


Jubileu permanece sozinha. O refeitório continua cheio, mas ela nunca se sentiu tão isolada.


 JARDIM – INSTITUTO XAVIER – ALGUM TEMPO DEPOIS


James está sentado na grama, escondido atrás de arbustos altos. Ele chora silenciosamente, como uma criança. Seus ombros tremem. O rosto está molhado de lágrimas.

Ali, ele se sente seguro — ou pelo menos invisível.


Sam e Danielle o avistam de longe e se aproximam devagar.


SAM (gentil):

Ei, James?


James levanta a cabeça. Os olhos inchados. O rosto molhado.


JAMES (trêmulo):

O que querem?


SAM:

Nós só queríamos ver como você estava.


Danielle acena em silêncio.


JAMES (defensivo):

Como vocês acham que eu tô?

Vocês viram o vídeo?

Ah, é... vocês viram o show ao vivo.


Ele enxuga as lágrimas com raiva.


DANIELLE:

Nós não conseguimos impedir que Jubileu compartilhasse o vídeo...


James congela.


JAMES:

Então foi a Jubileu.

Faz sentido...

Ela nunca gostou de mim. Só não sabia que me odiava tanto.


DANIELLE (franzindo a testa):

Eu não entendo o que ela estava pensando...


SAM:

Ela só pensou nela mesma.


James os encara com sinceridade.


JAMES:

Com todo respeito, gente...

Mas por que vocês estão aqui?

Vocês me evitaram desde a sala de perigo. Não fizeram nada quando Julian me humilhou.

Nem perguntaram se eu estava bem.


Danielle e Sam se olham. Não esperavam o confronto direto.


DANIELLE (baixa):

Nós... nós não sabíamos como agir.


JAMES (magoado):

Engraçado, Danielle...

Você soube exatamente como agir quando invadiu minha mente.

Revelou meu pior lado pra escola inteira.


Ele se levanta, a raiva voltando.


JAMES:

Jubileu pode ter filmado.

Mas foi você quem revelou o filme.


Danielle parece ter sido atingida no peito.


DANIELLE (voz fraca):

Eu sei que eu errei.

Eu sinto muito, James.

Eu... perdi o controle.

Eu juro que não queria.


Ela se levanta, com os olhos marejados. As lágrimas descem, quentes.


James observa. Sua raiva começa a vacilar.


Ele respira fundo. Dá um passo à frente e coloca a mão no ombro dela.


JAMES (baixo):

Eu sei que você não queria fazer aquilo.

Eu sei como é perder o controle dos seus poderes.

Seria hipocrisia minha te julgar.

Ou você esqueceu que eu ameacei te matar com adagas de sangue?


Ele sorri de canto.


DANIELLE (entre lágrimas):

Eu não esqueci.

Eu achei que você fosse mesmo me matar.


James olha para o chão.


JAMES:

Me desculpe.


DANIELLE (tocando o ombro dele):

Eu também peço desculpas.

Eu não devia ter invadido sua mente. Foi um erro imperdoável.


JAMES (suave):

Uma das coisas que eu aprendi aqui... é que nenhum erro é imperdoável quando há arrependimento.


DANIELLE (sincera):

Você tem razão.


JAMES (sorrindo):

Então... que tal a gente passar uma borracha nessa história toda?

Tô cansado de tanto drama.


Danielle e Sam trocam olhares e riem.


SAM:

Eu poderia dizer que concordo com essa ideia.


DANIELLE:

Sim. Seria bom esquecer.


JAMES:

Perfeito. Chega de drama.


SAM:

Vocês vão pra festa de volta às aulas hoje à noite?

Sei que o clima não tá bom, mas... seria bom distrair.


DANIELLE:

Sim. Preciso me distrair depois de tudo.


SAM:

Eu vou também.


Os dois olham para James.


JAMES:

Mas de jeito nenhum.

Depois de todo mundo da escola ter visto aquele vídeo?

Já tive minha dose de humilhação pra um dia só.

Mas divirtam-se.


DANIELLE (cruzando os braços):

Esse é o problema com você, James.

Você sempre se isola. Não quer sair da sua zona de conforto.


SAM:

Vem, cara. Vai ser divertido.


JAMES (sarcástico):

Acredite, Danielle. Eu definitivamente não tô na minha zona de conforto.


DORMITÓRIO – INSTITUTO XAVIER – NOITE


A luz do quarto é suave, meio amarelada, vinda do abajur ao lado da cama. Um ventilador de teto gira preguiçosamente.

James está deitado, enfiado até o pescoço em seu cobertor surrado de flanela, vestindo pijamas largos. Ele mastiga preguiçosamente um salgadinho de queijo que exala um cheiro forte.


Do outro lado do quarto, Spike se apronta diante do espelho — calça jeans, camisa parcialmente aberta, pulseiras e colares com um toque rebelde.


James o observa com divertimento no olhar.


JAMES:

Você não acha que já passou perfume de mais não? Você vai espantar as garotas.


Ele fala de boca cheia, derrubando farelos laranjas no cobertor.


SPIKE (sem olhar pra trás):

Cala a boca, você fede a queijo mofado, não tem moral nenhuma pra falar comigo sobre aromas.


Ele borrifa mais perfume no pescoço com um sorriso cínico.


James gargalha alto, balançando a cabeça, jogando mais farelos na cama.


JAMES:

O que você tá falando, cara? Esse é o meu perfume natural: Queijo mofado com chulé especial. Todas as garotas vão amar.


SPIKE (revirando os olhos, rindo com desprezo):

É claro que vão... se o objetivo das garotas for vomitar.


JAMES (limpando os farelos com desleixo):

Bom, nesse caso, sempre tem os garotos. Essa é a parte boa de gostar dos dois. E eles não vão se importar com o cheiro de queijo, porque garotos são nojentos por natureza.


Spike ri, genuinamente. Aquela risada grave, descontraída, que ele só solta perto de James.


SPIKE:

É, você tem um ponto.

Garotos definitivamente não se importam com essas coisas.


Ele se vira, com um sorriso malicioso no rosto.


SPIKE:

Quer saber? Vou te fazer um favor. Vou arranjar uma garota pra você hoje na festa — isso se você mudar de ideia e vier comigo.

Por favor, só toma um banho antes. Você tá fedendo, é sério.


Ele calça os tênis com um estalo.


JAMES:

Tentador, mas não há nada que me faça sair dessa cama esta noite.


SPIKE (arqueando a sobrancelha):

Nada mesmo? Nem mesmo a promessa de um beijo da garota mais bonita da escola?


JAMES (rindo):

E quem seria essa garota? Se você disser Jubileu, eu juro que te dou um soco.


SPIKE (assustado e rindo):

Não, não, não, não! Jubileu definitivamente não.


Ele ajeita a camisa no espelho.


SPIKE:

Eu tenho alguém muito melhor em mente.


JAMES:

Então fica com ela pra você, Spike. Eu não vou a essa festa idiota e ponto final.


Ele se cobre até a cabeça, sumindo sob o cobertor.


SPIKE (suspira):

Tá, ok. Relaxa aí, cara.


Ele levanta as mãos em sinal de paz.


SPIKE:

Eu só tô tentando ajudar. Não precisa ficar todo emburrado assim.


Ele olha para a silhueta de James debaixo do cobertor com um sorriso contido.


JAMES (tirando a cabeça pra fora, testa franzida):

Eu não estou emburrado.

Eu só não tô no clima. Por causa daquele vídeo idiota. Todos viram o que eu fiz.

Eu não quero ser motivo de piada mais uma vez... ou pior, não quero que tenham medo de mim.


Sua voz enfraquece no fim. O quarto fica em silêncio.


Spike o observa. Sua expressão suaviza.


SPIKE (sentando na beirada da cama):

Eu entendo, cara.

Mas acredito que você tá exagerando, sabe?

Todo mundo comete erros, e você não é o primeiro a perder o controle...

E com certeza não vai ser o último.


JAMES (tentando desconversar):

E eu acho que você tem uma festa pra ir.


Ele ri e atira um salgadinho que acerta o queixo de Spike, deixando uma mancha laranja.


SPIKE (limpando o rosto com a mão):

Você é um idiota.


Mas há carinho na voz. Ele se levanta novamente, indo em direção à porta.


SPIKE:

Mas você tá certo. Tenho uma festa pra ir.


JAMES (saltando da cama):

Espera!


Spike para, surpreso.


JAMES (aproximando-se):

Ainda tá sujo. Deixa que eu limpo. Já que fui eu que sujei.


James passa os dedos suavemente no queixo de Spike. Os dois param. Os olhos se encontram, próximos demais. O mundo silencia.


Por um instante, tudo parece suspenso no ar.


SPIKE (baixinho):

Obrigado.


JAMES (sem jeito):

Que nada. Foi... culpa minha.

Divirta-se na festa, e não pegue garotas de mais, se não você vai ficar com fama de galinha.

Espera, esqueci. Você já tem essa fama.


Spike olha para os lábios de James por um segundo. Um desejo contido. Mas logo desvia o olhar, disfarçando.


SPIKE (recuperando o humor):

Não se preocupe comigo, cara.

Eu sei me controlar... diferente de você.


JAMES (sério, sorriso desaparecendo):

Acho que é um pouco cedo demais pra você fazer piada de controle comigo, Spike. Você não acha?


Spike sente o impacto. O clima muda. Ele se recompõe, mais calmo.


SPIKE (culpado):

Tá. Ok. Desculpa.

Não é algo a se brincar. Eu sei.


JAMES (voltando para a cama):

Agora vai, anda. Vai pra sua festa. Já estou cansado de olhar pra essa sua cara arrogante.


Ele se joga de novo sob as cobertas.


SPIKE (resmunga, magoado):

Ai, essa foi bem direta.

Se eu não te conhecesse, acharia que você me odeia.


JAMES (rindo):

Mas eu te odeio. Você não sabia?


SPIKE (dramático, mão no peito):

Ouch. Eu estou genuinamente abalado.

Eu achava que éramos amigos.


JAMES (jogando um travesseiro):

Sai logo daqui, ô idiota.


Spike desvia com uma risada. Ele alcança a porta.


SPIKE (olhando para trás):

Não pensa demais, tá? Vai ficar tudo bem, cara.


James acena levemente com a cabeça, um pequeno sorriso no rosto. A porta se fecha.


Silêncio.


QUARTO – MAIS TARDE


A luz do abajur está apagada. O quarto está escuro, iluminado apenas pela luz da lua entrando pela janela.


James se revira na cama. De lado. De bruços. De barriga pra cima. Nada é confortável.


Ele se senta, frustrado. Seus olhos vão para a cama vazia de Spike.

Depois de hesitar um instante, ele se levanta e caminha até lá.

Deita. Fecha os olhos. O travesseiro tem o cheiro inconfundível de Spike — forte, masculino, um pouco de perfume e suor. Reconfortante.


O coração de James dispara.


Ele engole seco, as mãos suam.


Flashs vêm à mente:

— Spike magoado quando James disse que não o achava atraente.

— Spike enfrentando James na sala de perigo, mesmo correndo risco.

— E a frase de Spike, encarando Julian:


"O meu lugar é ao lado de James."


O coração de James bate com força. Ele leva a mão ao peito, ofegante.


A ficha cai.


Ele gosta de Spike.


Mais do que um amigo.


E sabe que o sentimento é recíproco.


James fecha os olhos. O cheiro de Spike parece se intensificar, envolvendo-o como um cobertor invisível.


Um sorriso nervoso surge em seu rosto.


A cama de James está vazia. O cobertor voa para longe quando ele salta com decisão, seus pés descalços tocando o chão gelado.

Seu rosto está determinado, os olhos brilhando com uma ideia clara. Ele corre até o banheiro.


A água do chuveiro cai forte sobre seu corpo, enquanto James esfrega o rosto, como se estivesse limpando mais do que apenas sujeira. Ele sai rapidamente, o vapor preenchendo o banheiro.


Vestindo a melhor roupa que tem, ele se encara no espelho enquanto ajusta a franja rebelde. Coloca as lentes de contato com cuidado. Respira fundo.


O reflexo no espelho não é só físico — é uma versão mais segura de si mesmo. James assente para o próprio reflexo e sai do quarto.


SALÃO DE FESTAS – NOITE


O salão vibra com música alta, luzes piscando e adolescentes espalhados em grupos. O clima é elétrico, entre risos, flertes e passos de dança desengonçados.


James entra. Os passos são firmes, o olhar focado. Mas os rostos ao redor congelam por um instante.

Olhares o seguem como se um fantasma tivesse entrado. Alguns expressam desdém, outros medo, muitos simplesmente choque.


Cochichos ecoam entre o ritmo da música:


DANIELLE (surpresa):

Ai meu Deus, é o James. Eu não acredito que ele veio mesmo.


Ela dança ao lado de Sam, que arregala os olhos.


ROBERTO (pulando da cadeira):

James? Onde?


Ele gira a cabeça desesperadamente, derrubando quase tudo da mesa.


JUBILEU lança um olhar afiado e enciumado para ele.


DANIELLE e SAM riem da reação dramática de Roberto, mas Jubileu não disfarça o incômodo.


Enquanto isso, James ignora todos. Ele caminha como se estivesse sozinho no salão, à procura de apenas uma pessoa.


E então vê.


No canto, cercado de pessoas e risadas, Spike está sentado em um sofá, com um copo vermelho na mão, rodeado de garotas. Ele ri, charmoso como sempre. Mas ao levantar o olhar e ver James, a expressão muda. Surpresa total.


SPIKE:

James? Cara, o que você está fazendo aqui? Quero dizer, que bom que veio, mas você foi bem enfático quando disse que não queria vir.


JAMES (defensivo, mas com um sorriso escondido):

Eu mudei de ideia, não posso?


Spike se levanta, animado, os olhos não escondem a alegria pela presença do amigo.


SPIKE:

É claro que pode, cara. Só fiquei surpreso. Você é cheio de surpresas, não é?


Ele bebe mais um gole, atento a James.


James toma o copo da mão de Spike, cheira, faz careta, devolve.


JAMES (com um tom meio sério, meio divertido):

Sério, Spike? Álcool? Qual é, estamos em uma escola. E você já está de castigo. Se te pegarem, você tá fudido. Você gosta de viver perigosamente mesmo, não é?


SPIKE (rindo):

Ah, você se preocupa demais, cara. É só uma festa, não é como se eu estivesse completamente bêbado.

E que mal tem? Eu estou me divertindo, não estou?


JAMES:

Se essa é a sua ideia de diversão, então vá em frente.


SPIKE (curioso):

Agora me diz... o que fez você deixar o conforto da sua cama bagunçada e dos seus salgadinhos fedidos pra vir a uma festa que você não tava a fim de vir, lotado de pessoas que não queriam você aqui?


JAMES (encarando-o nos olhos):

Você.


SPIKE (surpreso):

Eu?


Ele o encara, procurando qualquer indício de sarcasmo. Não encontra.


JAMES:

Eu cansei de me importar com a opinião dos outros. Se eles me odeiam, se têm medo de mim, se me desprezam — isso é problema deles, não meu.

Não posso fazer nada além de viver a minha vida.

Eu sei quem eu sou. E você também sabe.

E no momento, é só isso que importa pra mim.


Spike sente o peso das palavras e o coração acelerar.


SPIKE (quase sussurrando):

Então você finalmente percebeu, hein?


Ele se aproxima, agora a centímetros de James.


A luz da festa reflete nos olhos negros de Spike, que brilham como estrelas.


JAMES (voz baixa):

Sim, eu percebi muitas coisas.


SPIKE (mais próximo, respirando com dificuldade):

Então... me fala o que você percebeu?


Sua mão quase toca James, mas para no ar.


A música muda. As batidas animadas dão lugar a uma melodia lenta e romântica.

Casais se formam na pista.


JAMES (sorrindo):

Percebi que estou com vontade de dançar. Você dança comigo? Ou dançar não condiz com a sua imagem de valentão?


SPIKE (rindo, dá um tapa no ombro de James):

Cara, você realmente acha que eu não danço?

Eu tenho mais estilo que qualquer um aqui.


Ele estende a mão. James a segura.


PISTA DE DANÇA


Os dois caminham lado a lado. Spike coloca as mãos na cintura de James.

James repousa as mãos nos ombros dele.


A música embala seus corpos. Lentamente, eles se aproximam. Cada toque é uma faísca.


Olhares se voltam.

Todos param para observar.

Mas James só vê Spike.


As mãos deslizam, a dança torna-se mais íntima, quente, envolvente. Seus corpos colados, respirações entrecortadas.


JAMES (provocativo):

Spike, você me disse mais cedo que iria arranjar a garota mais bonita da festa pra eu beijar. Essa proposta ainda continua de pé?


SPIKE (com ciúmes):

É claro que não. Eu retiro tudo o que eu disse.


JAMES (rindo):

Isso mesmo. Você não quer que eu beije outra pessoa, não é?


Ele pega o rosto de Spike com delicadeza.


JAMES:

Que bom. Porque a única pessoa que eu quero beijar está bem aqui na minha frente.


SPIKE (com a voz rouca):

É mesmo?


JAMES (quase sussurrando):

Mesmo.


Seus lábios se aproximam, roçam.


JAMES:

Você é um idiota.


SPIKE:

Eu sei.


James sorri e encosta os lábios nos de Spike. O beijo começa contido, mas rapidamente se torna intenso, profundo, cheio de desejo.


As línguas se encontram, famintas. As mãos puxam, apertam, seguram como se o mundo fosse acabar.

James passa as mãos pelos cabelos verdes de Spike, puxando com intensidade.

Spike envolve a cintura dele, puxando-o com força.


Ao redor, o salão congela. Danielle, Sam, Scott, Kitty, Jubileu, Roberto — todos paralisam. Expressões vão de choque à aprovação, passando por ciúme e desilusão.


Mas nada disso importa.


James e Spike estão sozinhos no universo.


JAMES (interrompendo o beijo, sussurrando):

Vamos sair daqui?


SPIKE (ofegante, sorriso no canto):

Claro.


Eles saem de mãos dadas. Rindo. Correndo. Fugindo do mundo.


CORREDOR DOS DORMITÓRIOS – NOITE


Quase vazio. Som de passos apressados. Risadas contidas.


James e Spike correm juntos, as mãos entrelaçadas. Um tropeça. O outro puxa. Riem como crianças.


Parando na frente da porta do quarto, Spike tenta abrir com as chaves. Mas suas mãos tremem.


James ri, observando, encantado.


Spike respira fundo, tenta novamente. As mãos continuam trêmulas.


James não diz nada. Apenas espera, sorrindo, o coração explodindo.


Quando finalmente conseguiu, James o empurrou para dentro do quarto fechando a porta atrás deles. Ele encarou Spike por um momento antes de partir para cima dele de novo mas desta vez foi Spike que tomou a iniciativa. 


Spike abraçou James por trás, colocando seu corpo colado no dele . Ele acariciou o peito de James, enquanto depositava beijos lentos em seu pescoço.


James sentiu o coração acelerar com os beijos lentos de Spike em seu pescoço, seus olhos fechados enquanto ele aproveitava a sensação. As mãos de James agarravam os braços de Spike em volta de seu corpo, acariciando-os enquanto ele sentia cada centímetro do corpo do garoto tatuado colado ao seu.


Spike mordiscou de leve a pele do pescoço de James, enquanto suas mãos desciam até a barra da camiseta dele. Desejando mais contato, ele começou a erguer a camiseta de James lentamente.


James sentiu a camiseta subir pelo seu corpo e, instintivamente, ele levantou os braços para facilitar o movimento das mãos de Spike. Enquanto sua pele ficava exposta, ele virou-se para encarar Spike, seus olhos carregados de desejo e expectativa.


James começou a desabotoar os botões da camiseta de Spike sem tirar os olhos dele.


Com as mãos trêmulas, James abriu um a um os botões da camisa de Spike, revelando aos poucos a pele tatuada do garoto. Cada centímetro descoberto era uma nova tentação, e ele mal conseguiu controlar um suspiro enquanto admirava o abdômen sarado do rapaz.


James passou os dedos pela pele de Spike, a sensação da textura suave embaixo de suas mãos era quase hipnotizante. Ele o puxou para mais perto, colando seus peitos, enquanto continuavam se encarando nos olhos.


A respiração dos dois se misturava num ritmo cada vez mais ofegante, enquanto suas bocas se aproximavam novamente. James passou uma de suas mãos pelos cabelos de Spike, agarrando-os com força enquanto seus lábios se colavam em um beijo selvagem.


Enquanto estavam totalmente imersos no beijo, os dois começaram a se mexer em direção à cama, seus corpos ainda colados enquanto continuavam se beijando apaixonadamente.


Spike deitou James na cama, sem separar seus lábios dos dele nem por um segundo. Ele se colocou em cima do garoto, prendendo-o entre seus braços enquanto explorava toda a extensão de seu corpo com mãos e lábios.


James sentiu as mãos e lábios de Spike percorrendo seu corpo, arrepiando cada centímetro de sua pele. Ele agarrou os cabelos do garoto por detrás enquanto sentia o peso dele sobre si, desejando mais contato.


"Spike..." James sussurrou, sua voz rouca com a intensidade do momento. Ele sentiu-se quase completamente à mercê do garoto que estava sobre ele, entregando-se totalmente aos seus toques e beijos.


Spike desceu os lábios pelo pescoço de James, passando a língua e mordiscando levemente. Suas mãos passeavam pelo peito do garoto, enquanto ele se deliciava pela sensação de ter James totalmente entregue a ele.


James mordia o lábio inferior, enquanto tentava controlar o desejo que tomava conta de seu corpo. A maneira como Spike o tocava, como o beijava, como o fazia se sentir desejado, era quase demais para aguentar.


Spike percebeu a luta de James para se controlar e decidiu não o torturar mais. Ele desceu ainda mais, passando a língua pelo abdômen do garoto enquanto suas mãos desciam pela cintura, finalmente parando na barra da calça jeans de James.


James soltou um suspiro entrecortado quando sentiu as mãos de Spike passando pela sua cintura. Ele levantou o quadril, ajudando-o a baixar a calça lentamente. Logo, sua pele nua se encontrava à disposição de Spike para ser explorada.


Os olhos de Spike brilharam com luxúria enquanto encarava o corpo de James. Suas mãos passaram pelas coxas do garoto, admirando a pele macia e as curvas perfeitas. Ele se viu perdido nessa visão, desejando tanto tocar, tanto provar.


James se sentia exposto e vulnerável, mas também entusiasmado. As mãos de Spike o tocavam de maneira quase reverente, como se ele fosse algo precioso. Aquilo apenas intensificava o desejo que parecia crescer descontrolado dentro dele.


As mãos de Spike continuaram seu caminho, passando pela virilha e chegando finalmente ao membro de James, que já estava completamente ereto e pulsante. Spike mordeu o lábio, sentindo o próprio corpo reagir intensamente à visão.


James arfou com o contato, incapaz de controlar a reação do próprio corpo. As mãos de Spike o rodeavam enquanto acariciavam lentamente, fazendo James estremecer com prazer. A cada movimento, a cada toque, ele sentia-se mais próximo do precipício da entrega.


Spike aumentou o movimento de suas mãos, sabendo o efeito que estava causando. Os gemidos de James eram música para seus ouvidos, aumentando ainda mais o desejo que fervia dentro dele. Ele desceu a cabeça, mordiscando, lambendo e beijando a extensão do membro de James enquanto as próprias mãos do garoto agarrava com força as fronhas da cama.


James sentia-se perdido no prazer causado pelas mãos e pela boca de Spike. Era como se ele estivesse em chamas, a cada movimento, a cada toque, a chama apenas aumentava, consumindo cada parte dele. Suas mãos largavam as fronhas e se entrelaçavam nos cabelos de Spike, quase como se procurassem se apoiar em algo.


Cada movimento, cada gemido pareciam encorajar Spike, fazendo com que ele aumentasse o ritmo. Ele queria mais, queria ver James completamente entregue, perdendo totalmente o controle. Suas mãos acariciavam com mais pressão, a boca explorava a extensão com mais voracidade, a cada gesto procurava causar o maior prazer possível.


James sentia que não aguentaria por muito mais tempo. O prazer era quase uma tortura, uma tortura que ele não queria que acabasse. Suas bochechas coravam enquanto seus olhos se fechavam com força, os dedos agarravam com mais força os cabelos de Spike enquanto os gemidos saíam cada vez mais altos de sua garganta.


Spike podia sentir a tensão no corpo de James, a maneira como as pernas dele tremia, como as mãos agarrando seus cabelos. Com um último gesto, ele moveu a cabeça para baixo uma última vez, tomando James totalmente em sua boca enquanto as mãos continuavam o movimento. Ele queria vê-lo chegar ao limite, queria ouví-lo gritar seu nome.


E é assim que James finalmente chega ao limite. Um gemido escapa de sua garganta enquanto ele se entrega à onda de prazer que o percorre. A cabeça é jogada para trás, as costas se arqueiam e cada músculo parece tenso enquanto ele desaba sobre a cama, estremecendo.


Spike observa o garoto sob ele, tentando recuperar o fôlego enquanto ainda está perdido nas sensações que acabou de vivenciar. Ele se entrega a visão maravilhosa que é James, completamente entregue e descontrolado. Uma sensação de satisfação toma conta dele ao perceber que causou tudo aquilo.


Lentamente, Spike se deita ao lado de James, passando o braço em volta dele e puxando-o para um abraço confortável. Ele não quer deixar James sozinho depois do que acabou de acontecer. Seu corpo ainda está cheio de adrenalina, mas ele precisa dar tempo ao garoto para respirar.


James deslizou um braço ao redor da cintura de Spike, apoiando a cabeça no peito dele enquanto tentava recuperar o fôlego. Ele podia sentir o coração de Spike batendo forte sob seus ouvidos, mas era um som reconfortante. Estar ali, abraçado, sentindo-se seguro era exatamente o que ele precisava naquele momento.


James:Ual... isso... foi.. incrível, você sabe mesmo como usar a língua. 


Disse maliciosamente enquanto arfarva pesadamente .


Spike se remexeu um pouco, tentando controlar sua própria respiração e seu próprio desejo que ainda insistia em permanecer presente. Ele soltou um suspiro, olhando para James com um olhar meio provocativo.


Spike: Eu sei como usar outras coisas também...


James se apoiou em um cotovelo, olhando para Spike com um olhar divertido misturado com um desejo não tão dissimulado.


James: Oh, é mesmo? Estou curioso para descobrir o que mais você sabe fazer...


Spike sorriu maliciosamente, se apoiando no cotovelo também e encarando James com um olhar cheio de desejo e expectativa.


Spike: Eu posso te mostrar, se você quiser...


James: Eu quero, eu acho que estou finalmente pronto para isso, eu quero sentir você dentro de mim Spike.


O comentário de James fez com que Spike precisasse respirar fundo para manter o controle. Ele sentiu uma onda de desejo percorrer seu corpo ao ouvir as palavras do garoto.


Spike: Tem certeza disso? ele perguntou, mesmo que pudesse sentir a própria respiração acelerar.


James: absoluta, eu quero ser seu por inteiro. 


O olhar de Spike se aprofundou, o desejo era quase palpável entre os dois. As palavras de James ecoavam em seus ouvidos, aumentando ainda mais o desejo que já havia se acumulado.


Spike: Então seja meu...


ele respondeu, um tom rouco em sua voz. 


Spike: Vou cuidar de você.


Spike se moveu com cuidado, posicionando-se por cima de James enquanto suas mãos começavam a vagar pelo corpo do garoto. O desejo era quase incontrolável, mas ele não queria apressar as coisas, queria disfrutar cada segundo.


Ele se inclinou para frente e capturou os lábios de James em um beijo apaixonado.


Enquanto o beijo aumentava de intensidade, as mãos de Spike vagavam pelo corpo de James com confiança e desejo. Cada gesto era um incentivo, uma maneira de explorar o corpo do garoto.


Ele podia sentir a respiração de James se tornando cada vez mais entrecortada, o mesmo acontecia com a sua...


Os corpos se esfregavam um contra o outro, cada gesto e cada toque fazendo com que todo o desejo acumulado por trás crescesse ainda mais. Spike podia sentir o corpo de James se mexendo contra o seu, buscando contato, buscando mais..


Spike puxou James contra si, seu corpo se movimentando contra o dele enquanto seu beijo se tornava mais impetuoso. Ele podia sentir a forma como o corpo do garoto se mexia contra o seu, era quase como se ele estivesse desesperado por contato.


Os lábios de Spike desceram do rosto de James para seu pescoço, beijando e mordendo o caminho até as clavículas do garoto. Enquanto isso suas mãos se moviam em uma direção perigosa.


James abriu as pernas lentamente,enquanto Spike pocisionava o seu quadril no meio delas.


Spike podia sentir a sensação de estar entre as coxas de James, a maneira como os músculos do garoto se contraiam enquanto seus quadris se moviam contra os dele... Ele moveu o corpo contra ele, criando uma fricção apaixonada e quase torturante entre eles.


James: Humm, Eu não aguento esperar mais Spike, eu... eu quero que você me foda agora. 


Disse gemendo baixo, enquanto susurrava palavras obscenas no ouvido de Spike.


As palavras de James foram como um gatilho para Spike, um gatilho que acordou ainda mais sua excitação e seu desejo. Ele se mexeu mais contra o garoto, seus quadris movendo-se com mais força enquanto ele se inclinava para sussurrar de volta no ouvido de James..


Spike: Eu também não aguento mais esperar... Mas Antes.. eu posso te pedir uma coisa?


Dissse ofegante. 


James: Qualquer coisa.


Spike: Eu quero olhar nos seus olhos enquanto eu te fodo, Nos seus verdadeiros olhos, Seus lindos olhos vermelhos Escarlates. 


James entendeu o que ele queria dizer, sem pensar muito, ele tirou as lentes de contato sem muita dificuldade, livrando-se dela rapidamente, Os olhos intensamente vermelhos de James encararam Spike pela primeira vez naquela noite.


O pedido de Spike foi quase como um pedido de intimidade ainda maior, como se ele quisesse se conectar com James de uma maneira mais íntima . A súbita visão dos olhos intensamente vermelhos de James foi quase como um choque, mas um choque agradável...


Ele se movimentou contra o corpo de James de maneira mais lenta, mais carinhosa dessa vez, enquanto seus olhos encaravam o vermelho intenso dos olhos do garoto.


"Você é lindo..." ele sussurrou.


James: Seja gentil..


Disse dando o sinal que Spike tanto desejava.


Spike agiu com cuidado e carinho enquanto penetrava James pela primeira vez, tentando fazer com que fosse o mais agradável possível para o garoto. Ele podia sentir a pressão e a tensão enquanto se movia devagar, controlando-se para não ir com muita pressa...


Spike: Eu estou indo com cuidado, ok? ele sussurrou, tentando manter a calma.


James gemeu de dor e prazer ao mesmo tempo agarrando o lençol da cama com força. 


James: assim, continua assim, isso é muito gostoso. 


Disse regozijando de prazer e euforia.


Spike tentou manter a calma e controlar suas necessidades enquanto continuava a movendo-se dentro de James, tentando fazer com que fosse o mais agradável possível para o garoto. A reação de James era quase como combustível para sua excitação, ele podia ouvir os gemidos e sussurros que escapavam dos lábios do garoto.


Spike: Está bom assim, amor? ele perguntou, mantendo o mesmo ritmo lento e carinhoso.


James: M-muito... muito bom.. por favor... não... não para.


A palavra de apoio e desejo de James foi quase como um impulso para Spike, um impulso que aumentou ainda mais sua determinação e seu desejo. Ele continuou o movimento, mantendo o mesmo ritmo lento e deliberado enquanto agarrava com força a cintura do garoto.


"Eu não vou parar..." ele murmurou em meio às fricções entre os dois. "Eu vou continuar, vou cuidar de você..."


A cada movimento, a cada gesto, o desejo de ambos aumentava ainda mais. Spike podia sentir a forma como James se mexia contra ele, buscando mais fricção e mais contato. Era como se eles estivessem se fundindo em um só...


As mãos de Spike vagaram pelo corpo de James, procurando cada pedacinho de pele para acariciar e explorar. Eles estavam completamente entregues um ao outro...


James: Spiks.. pode... pode aumentar o ritmo se você quiser...me foda com vontade, não precisa mais se conter.. eu aguento.


As palavras de James foram quase como um pedido que Spike não podia resistir. O desejo e a vontade estavam tão fortes que era quase incontrolável. Ele continuou o movimento, mas dessa vez com mais força e mais velocidade.


Spike: Você tem certeza que aguenta? ele perguntou, sua voz rouca de desejo.


James: T-tenho...


Disse fechando os olhos enquanto sentia toda a pressão de Spike estremesser seu corpo todo


Spike aceitou o convite de James, aumentando os movimentos de acordo com os desejos do garoto. Ele podia se controlar, mas o desejo era quase incontrolável.


Ele se movia com mais força e mais rapidez, sua respiração começando a ficar mais intensa e mais irregulares.


"Oh, eu não posso controlar por muito tempo, James... eu quero você"


James podia sentir a força dos movimentos de Spike aumentarem cada vez mais, seu corpo estremeceu de prazer enquanto ele buscava mais contato, mais pressão.


Ele agarrava com força o lençol da cama, tentando se manter firme enquanto era tomado pelo prazer que Spike proporcionava.


"Eu quero você também... tudo de você..." ele murmurou entre gemidos


Spike sentia o orgasmo chegar, ele não ia conseguir segurar por muito mais tempo.


Os movimentos de Spike começavam a perder sua regularidade à medida que se sentia mais próximo ao orgasmo. Ele podia sentir a excitação aumentando cada vez mais, enquanto se mexia com força e desejo mais intenso.


Ele se inclinava para frente, apoiando uma das mãos na cama enquanto segurava a cintura de James com a outra, suas unhas afundando-se na pele do garoto.


" Caralho..Eu... vou... vou..." ele tentou dizer, mas seus pensamentos já se encontravam confusos devido ao desejo.


Spike podia sentir cada célula de seu corpo começando a vibrar enquanto se sentia mais próximo do prazer supremo.  sua respiração se tornava mais irregular à medida que ele se mexia mais e mais forte, seu corpo quase inteiro contraindo em expectativa.


Ele tentou segurar a carga e prolongar aquele momento tanto quanto possível, mas cada impulso era quase uma tortura de satisfação que o levaria à loucura.


O corpo de James tremia de prazer e expectativa enquanto ele tentava acompanhar o ritmo. Ele agarrou as costas de Spike com força, suas unhas arranhando a pele com expectativa.


"Eu quero... eu quero... " ele murmurou, suas palavras quase inaudíveis entre gemidos e suspiros de prazer.


Spike podia sentir as unhas de James arranhando suas costas com força, enquanto ele tentava se controlar, mas era quase impossível resistir por mais tempo.


Ele enterrava o rosto no pescoço de James, as palavras saindo quase como um sussurro.


Spike: Eu também... quero... você...


O corpo de Spike tremia enquanto suas vontades e suas necessidades estavam em guerra entre si. Ele queria se controlar um pouco mais, queria prolongar aquele momento tão precioso.


Ele movia-se com mais e mais força, enquanto segurava a cintura de James com mão firme, pressionando a pele quase como se tentasse se fundir a ela


Mas não dava para prolongar tudo por muito mais tempo. Spike sabia disso. Seus movimentos eram mais e mais rápidos e mais e mais fortes, até que finalmente ele atingiu o limite, atingiu o prazer supremo.


"James... eu... eu vou..goz.."


 Spike sussurrou entre respirações irregulares, quase tentando avisar o garoto de que estava quase perdendo o controle.


James sabia o que iria acontecer. Ele podia sentir as estremecidas de Spike, a maneira como seu corpo reagia enquanto ele se mexia com mais e mais intensidade.


James: Pode... pode deixar tudo dentro de  mim...


ele murmurou, quase como um pedido desesperado.


O corpo de Spike se contraiu em um espasmo de prazer finalmente atingindo o limite, sentindo a eclosão da liberação em seu ápice.


Ele agarrou a cintura de James com força, suas unhas afundando-se quase como se quisesse marcar que o garoto era seu.


No ápice do prazer o corpo de Spike perdeu completamente o controle assim como os seus poderes mutantes, as grandes asas negras tatuadas em suas costas criaram vida subtamente, saltando de suas costas, armadas como se fosse alçar voo a qualquer momento, James se assustou momentaneamente com aquela ação inesperada.


James podia sentir o impacto das asas grandes e negras surgirem das costas de Spike, como se uma nova vida surgisse de dentro dele.


Ele se assustou com aquele movimento súbito, não podendo acreditar no que seus olhos testemunhavam. No entanto, àterrorizado ou não, não podia negar que também havia certa beleza naquela visão.


Spike: Caralho, que porra é essa..


Disse surpreso com o próprio poder, no calor do momento ele tentou olhar para as próprias costas, mas isso era fisicamente impossível, porém não o impediu de tentar.


Spike: James, eu não sei o que aconteceu... você está bem? Eu te machuquei? maldita asas, eu acho que perdi um pouco o controle...


Disse desesperado, James agarrou o rosto dele com uma das mãos, na tentativa de acalma-ló. 


James: Ei, Ei, está tudo bem, olha pra mim, eu estou bem, na verdade nunca estive melhor, suas asas, elas são bastante impressionantes. 


Disse olhando no fundo de seus olhos negros, Spike abaixou a cabeça envergonhado, ele tentou desviar os olhos de James porém o garoto o fez olhar de volta. 


Spike: Você me deve achar a porra de um esquisito agora.


James segurou o rosto de Spike com suavidade entre suas mãos, sua expressão repleta de admiração e desejo.


"Não, você não é um esquisito..." ele sussurrou, enquanto acariciava a pele de Spike suavemente. "Você é único, e é lindo... um lindo anjo tatuado.


Spike sentiu-se quase vulnerável sob o olhar de admiração e desejo de James. Ele não estava acostumado a ser visto dessa maneira, como se ele fosse alguém especial, único... quase sagrado.


Ele podia sentir as mãos dele acariciando-o com suavidade, quase com reverência.


Spike respirou fundo retomando o controle de seus poderes, suas asas voltaram a ser o que eram antes, apenas traços muito bem feitos marcados em sua pele. Ele respirou aliviado, voltando sua atenção a James.


Ele ainda se encontrava preso nos braços de James, sentindo a pele suada e quente do garoto contra a sua.


James não podia tirar os olhos de Spike, admirando os detalhes de seu corpo, a forma como seus músculos se mexiam enquanto ele tentava se recompor.


Ele queria tocá-lo, sentir toda aquela carne quente contra a sua. Era uma sensação quase viciante.


O desejo e a necessidade de proximidade eram palpáveis no ar. James podia sentir a respiração rápida e descontrolada de Spike, sentia o corpo quente e suado dele contra o seu.


Ele passou suas mãos pelas costas largas de Spike, sentindo a musculatura sob seus dedos enquanto o atraía mais uma vez para um beijo intenso.


Os lábios de Spike se encontravam famintos, quase desesperados enquanto ele correspondia ao beijo. Ele aprofundava um pouco para voltar alguns momentos depois em leves mordidas.


Ele podia sentir o sabor de James em seus lábios, o calor do corpo dele colado ao seu. Aquela proximidade era quase insana.


Spike podia sentir cada célula do seu corpo se acender em chamas. O beijo que tinham compartilhado estava apenas aumentando a vontade dele por mais do garoto.


Ele queria poder passar a noite inteira explorando cada pedaço daquele corpo, sentir aquela pele quente e suave contra a sua, perdendo-se em prazer.


James aconchegou-se no corpo musculoso de Spike, sentindo-se protegido em seus braços. Ele podia sentir o cheiro de Spike misturado com o seu próprio, era quase um conforto.


Ele sentiu o corpo de Spike exausto pelo sexo intenso e sorriu, sentindo-se um pouco orgulhoso de ser capaz de deixar o garoto cansado daquela maneira.


James: Isso.. isso foi épico. 


Disse repousando a cabeça no peitoral suado de Spike. 


Spike envolvia o garoto nos seus braços, puxando-o para mais perto em um abraço protetor. Ele podia sentir o suor e o calor do corpo de James, era quase reconfortante.


Ele acariciava suavemente o cabelo do garoto enquanto respondia.


Spike: Épico é pouco...  ainda não existe uma palavra incrível o bastante para descrever o que aconteceu nesse quarto. 


James riu suavemente enquanto se acomodava nos braços de Spike, quase como se fosse o lugar perfeito para estar. A sensação dos membros musculosos e quentes ao redor de si era quase viciante.


James: Você tem razão.


Spike abraçou James com força, puxando-o para mais perto. Sentia-se quase completo assim, com o garoto nos seus braços, com aquele corpo encaixando perfeitamente contra o seu.


Ele acariciava suavemente as costas do garoto, quase como se fosse uma forma de marcar seu território.


James: Sabe, Eu poderia ficar assim para sempre... nós teus braços. 


Spike olhou para ele com um olhar suave e amoroso, enquanto acariciava seu rosto.


"Eu também..." ele murmurou, sua voz quase um sussurro.


Ele puxou James para mais um beijo, um beijo suave e doce, cheio de carinho e desejo.


Os lábios de Spike eram suaves e quentes contra os de James. Ele podia sentir o desejo se acender novamente, sentia o corpo reagir a cada toque do garoto tatuado.


Ele envolveu o pescoço de Spike com seus braços, quase como se procurasse ainda mais proximidade, mais contato.


O corpo de Spike reagia com intensidade a cada movimento de James, suas mãos grandes e fortes agarrando-o de maneira quase possessiva.


Ele interrompeu o beijo por um momento, para tomar fôlego, porém sua boca logo desceu para o pescoço do garoto, deixando chupões e mordidas pela pele suave.


James sentia a pele latejando com as mordidas de Spike, seu corpo inteiro reagindo com desejo a cada movimento dele.


Ele passou as mãos pelo torso definido de Spike, suas unhas arranhando de leve enquanto seus dedos procuravam mais contato.


James se afastou do garoto subtamente, o rosto vermelho, suado, quase não podia respirar.


James: Acho melhor agente dar um tempo antes de recomeçar com isso, acabamos de transar, não me entenda mal, eu quero muito fazer de novo, só preciso de um tempo pra me recuperar, não se esqueça que eu sou novo nisso e você é... quente.. muito quente.


Disse sorrindo, enquanto lutava para recuperar o fôlego. 


Spike riu suavemente e se ajeitou um pouco melhor na cama, olhando para James com amor nos olhos.


Spike: Não precisa se justificar, eu entendo completamente. Não queria te deixar tão exausto depois de nossa primeira vez.


Ele envolveu o garoto em um abraço, sentindo o corpo de james colado ao seu.


James se acomodou no abraço de Spike, sentindo-se seguro e protegido. Era estranho pensar que a um mês atrás eles nem se conheciam, agora estavam enroscados na cama, compartilhando o mesmo espaço.


Ele acariciou os braços tatuados de Spike levemente, desfrutando do momento de paz que estavam compartilhando.


James: Será que a festa ainda tá rolando lá embaixo?


Spike levantou um pouco para poder olhar para o relógio, tentando ver que horas eram.


Spike: Não faço ideia. Provavelmente ainda está acontecendo, as festas no Instituto sempre costumam terminar muito tarde.


James: Cara, eu estou faminto, sério nunca senti tenta fome na minha vida, isso é por causa do sexo? É assim que se fica depois de transar, suado e faminto?


Spike riu, achando a inocência do garoto fofa.


Spike: Sim, é normal sentir fome depois de transar. Quando usamos toda aquela energia, nosso corpo demora um pouco para se recuperar, o que aumenta o nosso apetite.


James: Entendi pofessor Spike..


Disse rindo.


Spike riu e fingiu uma voz de professor.


Spike: É verdade, garoto. E quanto mais energia usamos, mais fome sentimos. Agora, para repor a energia, o ideal é comer coisas ricas em proteínas e carboidratos.


James quase perdeu o fôlego de tanto rir da imitação de Spike.


James: Porra cara, você falou igualzinho ao senhor Mccoy, caralho muto igual. 


Spike gargalhou se divertindo com a reação de James.


Spike: Eu sou um hank mccoy mais bonito e menos peludo.


James: Você apenas tem os pelos nos lugares certos. 


Disse encarando a virilha de Spike com um sorriso travesso no rosto. 


Spike riu e deu um tapa de leve no ombro de James.


Spike: Ei garoto, não tente me seduzir novamente, ainda estou me recuperando


Ele disse com um sorriso.


James: Mas agora é sério, eu estou mesmo com fome, bem que agente podia dar um pulo rapidinho na festa, roubar comida e depois voltar para o quarto, o que acha?


Spike: Roubar comida? É acho que eu não sou uma boa influência pra você. Espera... tenho uma ideia melhor.


Disse saindo da cama totalmente pelado e indo em direção ao seu armário. 


James não pode evitar encarar a bunda de Spike enquanto ele se movia pelo quarto pelado.


Ele observou Spike indo em direção ao armário, curioso com a ideia que ele tinha na cabeça.


Spike voltou segundos depois carregando um monte de porcarias, salgadinhos, batatinhas, doces, refrigerantes de lata e outras guloseimas. Ele despejou tudo em cima da cama aos pés de james.


James ficou boquiaberto ao ver o mar de guloseimas que Spike havia despejado na cama. Era como um sonho de criança.


James: Caralho velho, você anda escondendo um estoque de doces no quarto? Está contrabandiando comida? Isso é sério.


Ele pegou uma barra de chocolate e começou a abrir a embalagem.


Spike: Contrabandeando é uma palavra forte, mas digamos que eu tenha algumas fontes internas que me ajudam a manter o estoque sempre abastecido.


Spike disse rindo enquanto abria uma garrafa de refri e bebia um gole diretamente da embalagem.


James: Espera um minuto, Eu divido o quarto com você a quase um mês e só sei disso agora? Porra cara, você sabe quantas vezes eu tive que sair no meio da noite até a maquina de comida lá embaixo, enquanto tinha esse tanto de comida no quarto esse tempo todo. Sacanagem. 


Disse indignado.


Spike riu da indignação de James.


Spike: Ei, não é minha culpa que você não descobriu antes. Eu tenho que manter segredo sobre meu estoque, se não todo mundo vai vir aqui mendigar doces o tempo todo.


James: Você só revelou ele pra mim agora porque eu transei com você não foi? Esse é o meu pagamento? Acha que pode me pagar com porcarias.


Disse comicamente, numa imitação quase perfeita de uma prostituta zangada. Enquanto atirava amendoim no garoto.


Spike riu das acusações exageradas de James.


Spike: Ei, calma lá, foi uma troca justa. Doce por sexo. Você saiu mais que no lucro.


Ele tentou bloquear os amendoins que James jogava em sua direção.


Spike: E calma, não quero que você se engasgue com amendoim! Tem tantas outras coisas melhores que poderiam te engasgar.


James riu e parou de atirar amendoim em Spike.


James: Ah sim, estou morrendo de vontade de engasgar em outra coisa, no seu pau por exemplo.


Ele disse levianamente enquanto mordiscava uma batatinha sabor churrasco.


Spike gargalhou com a brincadeira de mal gosto de James, mas havia um brilho travesso em seus olhos.


Spike: Você devia ter vergonha de sua boca suja, garoto. Mas acho que é tarde demais para isso."


Ele respondeu enquanto tomava a batatinha da boca de James, sua mão roçando contra o seu lábio enquanto fazia isso.


James quase engasgou com a sensação do toque de Spike.


James: Ei ei, agora você está sendo malvado.


Disse com uma expressão dramática, porém seu corpo dizia o contrário, estremecendo com o toque de Spike 


Spike riu novamente, sentindo o efeito que tinha no garoto mais novo.


Ele se aproximou, ficando de joelhos sobre a cama. Seus olhos brilhavam com desejo, enquanto ele se inclinava sobre James.


Spike: Cara, você é muito fácil de provocar


 ele murmurou com um tom provocador.


James deu um pequeno gemido, sentindo seu corpo reagir instintivamente a Spike.


Ele tentou manter uma expressão indignada, apesar dos arrepios em sua pele, devido aos toques de Spike.


James: É você que é muito safado, isso sim.


Spike sorriu, desfrutando-se das reações de James.


Seus dedos acariciaram o maxilar do garoto com leveza, antes de descerem lentamente em direção à sua garganta.


Spike: Eu não sou safado, eu sou simplesmente experiente.


ele respondeu com um tom arrogante.


James sentiu seu pulso acelerar com a maneira como Spike o tocava, passando do maxilar e descendo em direção ao peito desnudo.


Ele não conseguia tirar os olhos do garoto tatuado, preso na fascinação e desejo que sentia por ele.


James: Experiente é uma palavra legal para dizer velho.


 Disse, tentando manter seu tom brincalhão apesar da vontade que sentia de se entregar aos toques de Spike.


Spike se aproximou mais, até estar praticamente sobre James, seu corpo pressionando contra o dele


Ele podia sentir o desejo que emanava do garoto, sentindo seu corpo responder em espécie.


"Velho ou não, eu ainda consigo te deixar assim... todo entregue." Ele sussurrou contra seu ouvido.


James estremeceu com as palavras de Spike, sentindo seu corpo tremer com a proximidade e o desejo que emanava dele.


Ele tentou manter um pouco de controle, apesar de sentir como se estivesse perdendo a batalha contra seus desejos.


James: Você é... muito bom nisso, 


murmurou ele, com a voz trêmula.


Spike podia sentir a entrega de James em suas palavras e expressão.


Ele sorriu, sabendo que finalmente havia vencido a luta contra a resistência do garoto mais novo.


Spike: Eu disse que era experiente


ele murmurou, enquanto pressionava seu corpo contra o de James, sem deixar nenhum espaço entre eles.


James: Então.. eu acho que eu gostaria de me engasgar agora, e não estou falando do amendoim, porém eu não sei como fazer, já que você é tão experiente, poderia me ensinar o que acha?


Spike riu baixo, encantado com a inocência de James.


Ele acariciou seu queixo com os dedos, antes de responder num tom provocador.


Spike: Ah é? Está curioso para saber como é se engasgar com outra coisa além de amendoim?"


Spike podia ver o desejo evidente nos olhos de James.


Ele se deslocou levemente, ficando completamente por cima de James, seu corpo pressionado contra o dele.


Spike: Eu posso te mostrar, mas vai precisar de um pouco de paciência.


 Ele sussurrou contra sua pele, suas mãos acariciando seus braços desnudos.


James estremeceu com o contato das mãos de Spike em seus braços, sua pele se arrepiando com seu toque .


Ele olhou para cima, vendo o garoto tatuado  sobre si, observando seus próprios desejos refletidos nos olhos completamente negros  de Spike.


Ele respirou fundo, tentando controlar sua excitação e disse com um tom trêmulo:


 James: Vamos... me ensine.


Spike sorriu, sentindo o desejo de James aumentar com suas palavras.


Ele se ajeitou novamente, ficando de joelhos entre as pernas de James.


Spike: Certo, primeiro de tudo... você tem que relaxar e confiar em mim


ele sussurrou-lhe ao ouvido.


James tentou relaxar enquanto Spike se posicionava entre suas pernas.


Ele sentia as mãos do garoto mais velho passando pelo seu corpo, acariciando cada parte de sua pele com suavidade, como se memorizando cada detalhe.


James tentou se controlar, porém seu corpo parecia reagir por conta própria a cada carícia de Spike.


Ele podia sentir seu desejo crescendo cada vez mais, sua respiração tornando se mais pesada.


James: Espera Spike.. eu sei o que você  vai fazer... mas eu não quero isso agora.


Spike se afastou, surpreso com as palavras de James.


Ele olhou para ele com uma expressão confusa, tentando entender o motivo da recusa  dele.


Spike: O que você quer dizer?


 Ele perguntou, sua voz mostrando certa desorientação.


James: Você ia me chupar, e eu sei como você é bom nisso, muito bom, eu tive a prova disso mais cedo, só que agora é minha vez de te enlouquecer Spike.


Disse, com uma agilidade impressionante James trocou de posição com Spike subtamente, empurrando o garoto de costas sobre a cama enquanto prendia suas coxas em volta da cintura dele.


James: Eu vou te chupar Spike, você só precisa me guiar.


Os olhos de Spike se arregalaram com a movimentação súbita de James. Ele pode sentir a força e a agilidade do garoto  surpreendido por como ele havia mudado de posição tão rápido.


Ele tentou se manter controlado, porém não conseguiu esconder o brilho de desejo em seus olhos ao ouvir as palavras de james.


Spike: Você... tem certeza disso?


Ele perguntou com a voz rouca.


James: Só me diz o que fazer.


Disse decidido. 


Spike olhou para James, sua expressão mostrava o quanto ele estava afundado no tesão provocado pela determinação do novato.


Ele tentou recuperar sua voz, porém sua garganta se encontrava seca.


Spike: Você tem uma ideia do que tá fazendo? 


James: Eu vou tentar uma coisa, ai você me diz se está certo ou não, tudo bem?


Disse, os olhos vermelhos brilhavam mais que nunca.


Spike olhou para James, observando como ele parecia tão determinado.


Ele assentiu com um gesto de cabeça, olhando para James com expectativa.


Spike: Tudo bem, apenas vai com calma 


ele disse, tentando controlar o desejo que sentia.


James afundou o rosto no pescoço de Spike, se deliciando enquanto passava a língua na pele tatuda do rapaz. Ele saiu do pescoço mirando nos lábios de Spike, o beijo desceu para o queixo, depois deslizou a lingua pela garganta do garoto traçando uma linha reta de beijos ate chegar ao peitoral.


Os lábios de James traçavam um caminho de beijos pelo corpo de Spike, causando arrepios na pele do garoto. A sensação de umidade causada pela língua de James era tão intensa que Spike mal conseguia controlar sua respiração.


James encarou o piercing que Spike tinha em um dos mamilos e uma idéia safada lhe veio a mente, ele passou a língua levemente sobre ele, sentido o metal frio em sua lingua, enquanto proporcionava a Spike uma sensação que nunca havia experimentado antes.


Spike ofegou com a sensação estranhamente prazerosa do toque da língua de James em seu piercing. Era algo que nunca tinha experimentado antes, e a intensidade de novos sentimentos era quase difícil de lidar.


Ele olhou para baixo, observando James  com um misto de surpresa e desejo em seus olhos.


Spike: Porra...


James notou a reação de Spike e sorriu, sentindo um certo orgulho por ter provocado uma sensação tão intensa nele.


Ele continuou a percorrer o caminho de beijos pelo corpo tatuado do garoto descendo em direção a sua barriga.


Enquanto seus lábios continuavam trilhando um caminho de beijos pelo corpo de Spike, as mãos de James começaram a explorar toda a extensão de seu corpo, acariciando cada centímetro de sua pele.


Ele sentia a respiração presa do garoto os gemidos roucos escapando de seus lábios, como se estivesse completamente entregue ao prazer dos seus toques.


Spike tentava controlar sua respiração, porém o desejo que sentia se intensificava cada vez mais com o toque dos lábios de James.


Ele sentia o corpo estremecendo com cada beijo, cada caricia, cada pequena mordida do garoto.


Apertou com força as mãos na cintura de James, sua mente completamente ofuscada pelo prazer que estava sentindo.


James sentia a respiração de Spike em seu rosto, sua mente e corpo totalmente entregue ao desejo de Spike.


Ele posicionou seus lábios próximo do membro extremamente rígido de Spike, a respiração presa, enquanto observava o efeito que causava no garoto com seus gestos.


Spike sentia a respiração presa, tentando controlar seu impulso de se entregar completamente ao prazer que sentia.


Ele olhou para baixo, observando a posição de James, a expectativa dos momentos seguintes deixando seu corpo em alerta.


O momento seguinte pareceu uma eternidade antecipada, cada segundo parecia se arrastar enquanto Spike aguardava a próxima movimentação de James.


Ele podia sentir sua respiração entrecortada, a expectativa deixando seu corpo estremecido.


James encostou a boca perto o suficiente do pênis de Spike dando pequenas lambidas contidas em toda a extremidade.


Spike gemeu alto, sua cabeça se inclinando para trás em puro êxtase com o toque de James.


Ele se mexeu abaixo de James, tentando controlar os próprios impulsos, porém a sensação era quase insuportável.


James continuou suas investidas, aumentando o ritmo devagarinho. Seus olhos vermelhos nunca deixavam os olhos negros  de Spike, enquanto continuava sua missão de levá-lo ao limite.


Spike continuava gemendo alto, sua mente agora completamente nublada pelo prazer que sentia.


James: Tá gostoso? Eu estou fazendo certo?


Disse provocativo com a voz rouca.


Spike gemeu alto: "Sim.. você está fazendo tudo certinho"


Ele estava entregue aos estímulos, enquanto observava James em uma posição de total domínio.


James sorriu, contente em ter provocado uma reação tão intensa em Spike.


Ele continuou as investidas, cada movimentação mais sensível do que a anterior.


Spike se sentia completamente vulnerável aos estímulos de James.


Ele podia sentir a pressão aumentar, o prazer se intensificar, enquanto tentava controlar seus próprios impulsos novamente.


 James observou a expressão no rosto de Spike, os gemidos mais altos e com respiração mais intensa.


Ele sabia que Spike estava próximo de atingir o ápice, porém não parou os movimentos  sequer por um segundo.


Spike podia sentir o corpo estremecendo, seus músculos tensionados, um impulso quase incontrolável.


Ele lutava para manter a lucidez, porém o prazer era quase insuportável.


James aumentou o ritmo ainda mais, suas investidas mais intensas, sua atenção toda voltada para Spike.


Ele podia sentir o garoto se entregando completamente ao prazer, próximo ao limite.


Spike estava totalmente vulnerável, sua mente e corpo entregues completamente ao prazer que sentia.


Ele podia sentir o ápice se aproximar a cada movimento de James, seu corpo em alerta máximo.


Cada gesto de James era como um choque elétrico no corpo de Spike, levando-o cada vez mais perto do limite.


Ele tentou controlar os próprios gemidos, porém cada vez lhe era mais impossível suportar a intensidade do prazer que sentia. Spike chegou ao Ápice do prazer, gozando dentro da boca de james.


James sentiu o líquido quente preencher sua boca e engoliu a maior parte enquanto continuava com os olhos vermelhos fixos em Spike, observando a reação do mesmo.


Spike deixou escapar um gemido alto enquanto atingia o pico do prazer, seu corpo estremecendo com a intensidade.Ele tentou recuperar a respiração enquanto olhava para James com expressão satisfeita.


James sorriu com orgulho, satisfeito por ter provocado tal reação em Spike. Ele se deitou ao lado dele, abraçando seu corpo ainda em estado de êxtase.


James: O gosto do esperma é melhor do que eu pensei que seria.


Spike respirou fundo, ainda recuperando-se do orgasmo.


Ele virou de lado, encarando James com um olhar provocativo: 


Spike: Não parece muito surpreso .


James riu, acariciando suavemente o rosto de Spike


James: Eu não sou tão inocente quanto pareço, meu amor.


Spike soltou um suspiro, aconchegando-se ao abraço de James.


Spike: Eu definitivamente não vou te subestimar novamente.


James sorriu e acariciou o cabelo de Spike, enquanto o abraçava com mais força.


James: Que bom, porque tem muito mais de onde isso veio...


Spike riu baixo, virando-se de frente para James, suas pernas entrelaçadas.


Spike: Eu não estou reclamando, então você deveria fazer o que bem entender comigo, bebê.


Depois de muitas conversas descontraídas, chamegos, amassos e provocações, Spike e James acabaram adormecendo, nos braços um do outro.


O quarto estava silencioso, exceto pela respiração calma dos dois jovens.


Enquanto dormiam, James continuava com um braço em torno de Spike, segurando ele próximo de seu corpo.


Seus rostos estavam próximos, a respiração calma e tranquila, os corpos totalmente relaxados.


James acabou acordando no meio da noite por um momento, Spike dormia tranquilo ao seu lado, seus corpos ainda se tocando seja por falta de espaço pois estavam em uma cama de solteiro, ou fosse porque  ambos não conseguiam se desgrudar.

Ele nunca poderia imaginar que aquele dia turbulento e confuso teria tantas reviravoltas, incluindo o garoto que dormia tranquilo em seus braços. Ele sorriu e acariciou os cabelos verdes de Spike com cuidado, para evitar acordá-lo, aproveitando aquela sensação de calma e felicidade que sentia no momento.

James Decidiu que iria aproveitar esse momento o máximo que pudesse pelo tempo que ele durasse.


Enquanto Spike dormia nos braços de James, este o observava atentamente, com um leve sorriso nos lábios.


Ele aproveitou o momento de tranquilidade e acariciou suavemente a cabeça de Spike, que dormia com total confiança e vulnerabilidade.


James segurou Spike com mais firmeza, aconchegando-o mais perto em seu peito, como se quisesse protege-lo de todos os perigos do mundo.